Saturday, May 06, 2006

Aula do dia 27 04 06

Nesta aula foi apresentada uma entrevista do profº Cipriano Carlos Luckesi extraída da revista Nova Escola, edição abril/2006.
Segundo Cipriano vimos que provas e exames são instrumentos de classificação e seleção e esse modelo não contribui para a qualidade o aprendizado nem para o acesso de toso ao sistema de ensino.
Cipriano diferencia exame e avaliação onde o ato de examinar é classificatório e seletivo enquanto a avaliação é diagnóstica e inclusiva.
A avaliação diagnóstica e inclusiva leva a uma intervenção que visa a melhoria da aprendizagem.
Segundo Cipriano a insistência na aplicação de provas e exames se dá em virtude do “professor ser muito examinado durante a sua vida de estudante e ao se tornar profissional, ele tende a repetir esse comportamento”. Concordo com essa colocação pois convivemos constantemente com essa situação dentro da própria Universidade, ou seja nada muda. Existe muita teoria e pouca prática. Para que as coisas mudem é preciso mudar o sistema. Dentro da Universidade precisamos de boas notas (score) para conseguir vagas em determinadas disciplinas, isso sim precisa ser reavaliado.
Através da entrevista percebemos que é possível investir em uma prática pedagógica que seja construtiva e também paralela ao treinamento para o vestibular.
Vimos que os registros devem ter o objetivo de acompanhar os resultados da aprendizagem dos alunos e assim possibilitar se necessário uma intervenção.
A avaliação não precisa ser por observação direta, mas, por instrumentos como questionários, redação, participação em uma tarefa, etc.
A avaliação diagnóstica e inclusiva por envolver um alto grau de subjetividade, demanda o cuidado do professor para agir de forma comprometida e não deixar questões pessoais interferir no processo de avaliação.


Obs: Nesta aula através da profª Adriane tive a oportunidade de aprender a construir um planejamento de aula.

Aula do dia 25/04/06

Na aula de hoje houveram três grupos que fizeram uma apresentação sobre planejamento.

Através das apresentações pudemos perceber que o planejamento é necessário para que o processo de ensino-aprendizagem seja construído de forma organizada.
A flexibilidade na elaboração do planejamento é importante para que novos conteúdos sejam apresentados e se necessário os objetivos sejam redirecionados para uma melhor qualidade de ensino.
Vimos que a aprendizagem não é um processo linear e a construção do conhecimento é constantemente reorganizado.
Conhecemos quatro modalidades organizativas do ensino que são: projetos didáticos, atividades habituais, seqüências de atividades e atividades independentes. A combinação dessas atividades enriquecem o aprendizado do aluno.
Percebemos o quanto é importante ter acesso aos conhecimentos prévios dos alunos, pois assim é possível fazer uma reflexão sobre a maneira como os alunos transforma esse conhecimento prévio aliado ao conhecimento cientifico em uma aprendizagem significativa.
Vimos ainda a importância da problematização que pode permitir aos alunos a reflexão sobre um determinado assunto e a vontade de saber mais.
A avaliação contínua permite ao professor acompanhar e mediar os processos de ensino-aprendizagem para que providencias imediatas possam ser tomadas em caso de dificuldade sem deixar par o final do bimestre para avaliar o aprendizado.
O professor tem como desafio deixar de ser alguém que simplesmente observa se o aluno acompanhou o processo e alcançou resultados esperados e se tornar um educador que propõe ações diversificadas e investiga, confronta, exige novas e melhores soluções a cada momento.

Tuesday, April 18, 2006

Aula do dia 18/04/06

Nesta aula entreguei impresso o relatório da visita a escola Cosme de Farias conforme a solicitação da professora Adriane. Ficou acertado para a próxima aula (20/04/06) uma apresentação em grupo sobre planejamento e para a aula do dia 25/04/06 a apresentação de mais dois grupos sobre o mesmo tema. A professora Adriane solicitou também um relatório contendo uma sintese do capitulo e a resposta à pergunta do livro de Demetrio Delizoicov e todos os comentários referente a essa pergunta feitos pela turma em cada blog.

Quando falamos em planejamento sinto-me bastante ansiosa pois estou prestes a me formar e nunca vi um modelo de planejamento. Sei que o planejamento não é como uma receita pronta de bolo onde tem um passo a passo, mas acredito que um modelo feito por alguém que já tem experiência nessa àrea contribuirá muito para a construção do nosso conhecimento. Graças a colega Renata hoje tive a felicidade de conhecer um plano de ensino anual. Agora gostaria de conhecer um plano de aula da mesma forma que é cobrado quando vamos passar por uma seleção para docente. Aguardo uma nova contribuição para ajudar na construção do meu conhecimento afinal pretendo ser uma educadora.

Tuesday, April 04, 2006

Aula do dia 04/04/06

Relato da visita

Visita realizada ao Colègio Estadual Cosme de Farias, localizado na Rua Wenceslau Galo s/n, final de linha do bairro Cosme de Farias. Escola de ensino fundamental e médio, sendo o ensino médio lecionado à noite. Dirigida pela Sra Helenita Conceição Dantas.
A escola possui uma estrutura fisica adequada, porém algumas salas são barulhentas e quentes . Necessita de um auditório, um laboratório de informática e ciências e um acervo para biblioteca. Observamos que não há adaptação para portadores de necessidades especiais. A escola foi fundada em 1940, seus alunos são oriundos do próprio bairro e adjacências como os bairros de Luis Anselmo, Baixa do Tubo, Bonocô.
Possui 1700 alunos matriculados, sendo 950 no periodo diurno. Tem 47 professores. Verificamos que apenas alguns professores conhecem o Projeto Politico Pedagógico.
A escola tem vários equipamentos como:vídeo, tv, dvd, etc, sendo que muitos estão quebrados.
Tivemos a oportunidade de observar a aula de ciências da professora Helena na 5ª série C no turno vespertino. Assistimos 02 aulas e os assuntos abordados foram: origem da vida e ecossistema. Por enquanto é só. O relato completo será apresentado na aula.

Saturday, April 01, 2006

Recortes de capítulos, seções, artigos e parágrafos da LDB que estão ligados de forma geral ao ensino de ciências.


CAPÍTULO II

Da Educação Básica

Seção I

Das Disposições Gerais

Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.

§ 1º. Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil.

Seção III
Do Ensino Fundamental
Art. 32. O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

Seção IV

Do Ensino Médio

Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades:

Art. 36. O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes:

I - destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania;

II - adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes;

III - será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição.

§ 1º. Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre:

I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna;


Comentário: Podemos perceber que pelas diretrizes apontadas pela LDB somente no ensino médio os alunos terão um destaque maior no que tange a compreensão e domínio dos princípios científicos.

Aula do dia 28/03/06

A discussão dos temas LDB, CNE e PCN ficou adiada para o dia 04/04/06.
Nessa aula fomos para o auditório para assistir a uma palestra da professora Bonilla e Paulo sobre software livre.
Achei bastante interessante os comentários de alguns alunos, onde eles ressaltaram a importância da inclusão digital e a reflexão sobre a construção do conhecimento.
Acho realmente válida essa proposta, pois, assim facilita a interação entre pessoas, inclusive entre alunos e professores. Não podemos esquecer que ainda existem muitos alunos que não tem acesso a essa moderna era digital. Esse é o lado negativo e estes sentem-se excluídos.

Sunday, March 26, 2006

Aula do dia 23/03

A professora apontou os tópicos que serão discutidos na aula do dia 28/03 .
Os tópicos são LBD, PCN e CNE.
Na Lei de Diretrizes e Bases o fato relevante é a formação de professores em ensino de ciências.

No Conselho Nacional de Educação o tema abordado será as resoluções que dizem respeito a formação de professores e o ensino de ciências.

Nos Parâmetros Curriculares Nacionais o tema será a inserção das ciências no ensino fundamental analisando currículo (reflexão sobre o que acontece nas escolas).
Comentário pessoal: Seria maravilhoso que tivéssemos todas essas características reunidas em uma só pessoa : o professor, porém não podemos esquecer que o professor é um ser humano igual a nós e que tem o livre arbítrio para agir como achar necessário. Não adianta tantas teorias se na prática a coisa funciona bem diferente. Precisamos mudar as políticas públicas pois uma minoria decide o que é pertinente ao bem coletivo ou não. Precisamos é agir coletivamente pois como diz o velho ditado : “uma andorinha só não faz verão”. Aluno e professor precisam estar sintonizados para agir de forma articulada pois o que interessa é a visão coletiva.

Discussão em classe sobre o que é necessário para ser um bom professor. Pontos citados pelos alunos:

Boa apresentação pessoal –1
Amor - 6
Domínio do conteúdo/conhecimento - 4

Respeito - 2
Relação interpessoal - 7
Iniciativa - 2
Responsabilidade - 5
Despreendimento - 2
Perseverança - 4
Didática - 3
Organização -3
Sensibilidade - 3
Espontaneidade - 1
Adaptação ao meio - 1
Dinamismo - 5
Criatividade - 5
Diplomacia -1
Atualizado - 4
Reflexão - 1
Não ser permissivo -1
Empatia - 1
Ambiente de trabalho -1
Competência -1
Despertador - 1
Ética - 1
Disciplina -1
Ensino-aprendizagem -4
Conselheiro - 1
Orientador - 2
Aluno interessado -1

Obs: o número ao lado de cada tópico representa a quantidade de vezes que o tópico foi repetido

Comentário pessoal: Seria maravilhoso que tivéssemos todas essas características reunidas em uma só pessoa : o professor, porém não podemos esquecer que o professor é um ser humano igual a nós e que tem o livre arbítrio para agir como achar necessário. Não adianta tantas teorias se na prática a coisa funciona bem diferente. Precisamos mudar as políticas públicas pois uma minoria decide o que é pertinente ao bem coletivo ou não. Precisamos é agir coletivamente pois como diz o velho ditado : “uma andorinha só não faz verão”. Aluno e professor precisam estar sintonizados para agir de forma articulada pois o que interessa é a visão coletiva.

Aula do dia 21/03

Nessa aula foi apresentado o roteiro para a observação na escola que acontecerá nos dias 30/03 , 06 e 11/04.

A discussão resumiu-se apenas ao tópicos do roteiro de observação.

Saturday, March 18, 2006

Aula do dia 16/03/06

Aula do dia 16/03/06

Nesta aula discutimos os capítulos III, IV e V do livro de Demetrio Delizoicov.
A professora fez algumas perguntas para cada grupo e pediu que cada grupo responda através do blog e todos os alunos comentem todas as respostas.
O meu grupo ficou encarregado de discutir o texto IV Conhecimento e sala de aula.

Segue o comentário: “Conhecimento e sala de aula”

O texto fala sobre os papéis do sujeito e do objeto do conhecimento, onde o sujeito é aquele que conhece e o objeto é aquilo que se quer conhecer. Segundo o autor para haver a construção do conhecimento precisar ocorrer à interação entre o sujeito e o objeto do conhecimento.
Neste texto o autor aborda algumas teorias. Dentre elas destaco o modelo teórico de Thomas Kuhn. Kuhn argumenta que a “produção do conhecimento científico ocorre segundo paradigmas (padrões) compartilhados por comunidades de pesquisadores que os empregam nas soluções de seus problemas de investigação”. Segundo o autor, Kuhn argumenta que o conhecimento científico de desenvolve através de rupturas, ou seja, um paradigma é quebrado para que um novo conhecimento seja inserido no contexto. A isso Kuhn ele deu o nome de “revoluções cientificas”. A conseqüência é a mudança na visão de mundo do cientista, pois a ciência está em constante evolução.
Vimos que o ambiente escolar, a sala de aula, os professores, fazem parte de um meio em que o aluno se insere e esse meio deve contribuir para a sua formação enquanto sujeito que tem características peculiares e com poder de alcançar o conhecimento.
O texto trata também da abordagem temática que pode e deve ser problematizada e articulada com os conhecimentos cotidianos dos alunos, levando-os a uma reflexão e consequentemente, a construção do conhecimento científico.


Obs: A resposta referente a pergunta deste capitulo foi postada no blog de Ive

Sunday, March 12, 2006

Aula do dia 09/03/06

Nesta aula os alunos foram divididos em 3 grupos onde cada grupo ficou responsável por um tema para posterior discussão.
Os temas foram: Modelo tradicional de ensino
Modelo tecnológico de ensino
Modelo espontâneo de ensino

Como resultado da discussão percebemos que o modelos tecnológico e espontaneísta surgem como uma critíca ao modelo tradicional.
Percebemos também que o modelo tecnológico tenta inovar mas, no fundo se parece muito com o modelo tradicional.


Nesta mesma aula fomos para o laboratório de informática para aprendermos a criar um blog e fazer o cadastro na lista de e-mail.
Fizemos também o sorteio dos capitulos do livro que será discutido na próxima aula (14/03/06).
A minha equipe ficou com o capitulo IV - Conhecimento e sala de aula

As aulas de Edc 270 tiveram inicio no dia 07/03/06 às 16H.
Nesta aula a professora Adriane fez uma apresentação da disciplina.
Os alunos também se apresentaram onde cada um falou o semestre em curso e a experiência em sala de aula.